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Wanderlust

Relato emocionante: uma viagem pela Ásia

by Gabriela Tizo


8 de junho de 2017 | Atualizado dia 8 de junho de 2017



A nossa passageira Vanusa Gondim, viajou com o grupo da escola do DeRose Method São José dos Campos para a Ásia, leia o relato lindo que ela fez:

“Fiz uma viagem a Ásia que foi tão extraordinária que as vezes penso que foi um sonho. Que sonhei ter encontrado 5 mulheres e um homem aventureiros que me convidaram para conhecer o outro lado do mundo. Aceitei, e juntos saímos para descobrir novos mundos. Na cidade de Addis Ababa, na África, embora não tenhamos saído do aeroporto, já sentimos a força das diferenças culturais. Poder olhar nos olhos de uma mulher de burca fez meu coração acelerar e minha mente se encher de perguntas. Será que desperto nela a mesma curiosidade?

Já nas africanas, sinto no olhar uma força que não consigo descrever, embora carregado de uma tristeza profunda. Mas essas são apenas minhas percepções. Nesses aeroportos vejo que 80% dos passageiros são homens e as mulheres são as últimas a entrar para o embarque. Muitas coisas nos tocam e nos chocam mas, é com respeito que tentamos compreendê-los.
Ao chegarmos na Tailândia, aprendemos que as pessoas não se tocam como nós para agradecer, mas se curvam com as mãos postas em frente ao peito, como se estivessem de frente com algo sagrado, como se, de alguma forma aquele que cruza o meu caminho estivesse auxiliando na minha existência. Algumas vezes em especial, me vi emocionada ao ver esse cumprimento. Me fez pensar no quanto precisamos uns dos outros em todas as fases de uma vida. E pra demonstrar nossa gratidão, aderimos ao cumprimento e no idioma deles (Khorb Khun Ka), ao invés de fazê-lo em inglês.
Um dos nossos primeiros passeios foi ao santuário dos elefantes, onde elefantes mal tratados e torturados para se apresentarem em shows ou carregarem turistas sem descanso são resgatados e tratados com dignidade. Chegam cegos ou muito machucados e reaprendem a confiar em humanos. Nesse parque não há chicotes ou ferrões. Eles apenas são chamados pelo nome e vem calmamente para receber comida, abraços e banho de rio. Foi uma experiência marcante e extraordinária, ver e tocar um ser tão grande e forte com um olhar tão doce e movimentos tão delicados.
Também, poder caminhar por templos de 1000 anos me fez agradecer em muitos momentos, hora para Jesus, ora para Buda, que diferença faz se o que se prega é a paz, o respeito e a continuidade. E quanto vale um benzimento de uma monja dentro de um desses templos? Para nós, não tem preço. Para ela, um dólar… Afinal, o corpo físico também precisa viver.
Subimos montanhas, dormimos em um barco, praticamente ao relento, numa noite de luar, paramos numa praia deserta de areia branca. Uns brincaram de adivinhação, outros meditaram, outros contemplaram, cada um a sua maneira tentando absorver ao máximo daqueles momentos. Nadar com todas as luzes do barco apagadas para ver os plankton, seres que brilham feito vaga-lumes quando você se mexe na água, tudo parece mágico. Dormimos no barco e vimos o sol nascer no mar…mais um privilégio… um dia ensolarado. De manhã, muito cansaço de uma noite mal dormida, mas…aquela água cristalina verde esmeralda te convida para mais um mergulho de snorkel. Cardumes de Peixes de todas as cores e formas desfilam a sua frente nesse mundo marinho, calmo e silencioso. Muda a percepção do corpo e do tempo. Não se percebe a hora passar.
19 dias acordando e dormindo juntos também possibilitou conhecermos o mundo de cada um desses aventureiros, e quanto mais nos conhecíamos mais íntimos e agradecidos íamos ficando de poder partilhar aqueles momentos. Eu sentia que os demônios simbolizados nos templos estavam ali, em cada história de vida. Quantos demônios essas pessoas já haviam vencido, e era uma honra para mim estar ali celebrando uma trégua da vida, um momento de paz, de saúde e de amizade com cada deles. Espero morrer bem velhinha e lúcida para poder me lembrar dessa aventura tão especial. Ainda bem que não foi apenas um sonho. Ou será que foi?
A vocês, amigos queridos, Khorb Khun Ka””

E você quando quer viajar para a Ásia ?

Umas das melhores é  entre os meses de novembro e fevereiro, por ser mais seca, estamos em tempo de programar!

Até mais,

Gabi Tizo

foto by: Vanusa Gondim


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